Sábado, 27 de Junho de 2009

Por falta de cantor, culto é transferido de Ginásio

Tomei conhecimento, agora a pouco, de um fato "inusitado". O culto comemorativo ao aniversário da cidade onde resido, Teresópolis, RJ, não será realizado no Ginásio Municipal, no próximo dia 3 de julho, porque se julgou que o povo evangélico não compareceria em número suficiente para encher o local. Motivo? Os organizadores do evento não poderão contar com a presença de um "cantor evangélico" em razão do elevado custo para trazê-lo: 25.000 reais.

O fato acima enseja muitos desdobramentos, entre eles a percepção de que o comercialismo predomina de forma escrachada no meio evangélico. Perdeu-se a vergonha, e nós mesmos alimentamos desavergonhadamente essa postura a partir do momento em que nossas celebrações passam a depender de tais "muletas" para serem bem-sucedidas. No entanto, já que precisam disso, e a comemoração religiosa faz parte do calendário oficial da cidade, por que a Prefeitura Municipal não bancou a festa? Seria, de qualquer maneira, o escracho total.

Uma pergunta: será que os católicos da cidade conseguirão encher o Ginásio, sem a presença de qualquer "celebridade", quando realizarem a missa comemorativa, em dia distinto, também prevista na programação?

A conferir.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Nota de esclarecimento do presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil - CGADB


O Presidente da CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADB, no exercício de suas atribuições estatutárias;

Considerando o ofensivo pronunciamento do membro SAMUEL CÂMARA, levado ao ar em programa televisivo no dia 13 de junho de 2009, oportunidade em que suscitou inverídicas suspeitas sobre a lisura das assembleias gerais da CGADB e respectivos procedimentos eleitorais, que ensejaram a reforma dos Estatutos e a reeleição de Membros da Mesa Diretora, estendendo seus ataques à atual e às anteriores administrações da entidade;

Considerando que o pronunciamento do membro SAMUEL CÂMARA denigre, direta ou indiretamente, a imagem, a honra e a dignidade da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil - CGADB, assim como de seus Dirigentes e todos os Membros Convencionais;

Considerando que, de acordo com as normas estatutárias, cabe ao Presidente da Mesa Diretora o direito de defesa, em Juízo e fora dele, da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil – CGADB;

A BEM DA VERDADE e por meio do Mensageiro da Paz, vem prestar os seguintes esclarecimentos, a todos quantos possam interessar:


REFORMA DOS ESTATUTOS

1) As reformas do Estatuto Social da CGADB, algumas delas por proposta do próprio convencional SAMUEL CÂMARA, se deram por imperiosa necessidade de sua adequação aos ditames do Novo Código Civil (Lei nº 10406/2002) assim como à realidade da própria CGADB, sendo a penúltima realizada na cidade Maceió-Al. A última reforma (AGE de Porto Alegre-RS), foi efetivada principalmente para permitir a eleição eletrônica, que foi inaugurada com sucesso na AGO de Vitória, Estado do Espírito Santo, mediante a utilização de urnas eletrônicas cedidas pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral daquele acolhedor Estado, sendo, inegavelmente, uma grande vitória e profundo avanço, dado o expressivo número de eleitores que participam das AGOs.



DO PROCEDIMENTO ELEITORAL


2) Todos os procedimentos eleitorais da CGADB, sem qualquer exceção, sempre foram realizados às claras e de forma democrática, e sem manipulação, com inteira observância das disposições legais e estatutárias. Todos os convencionais tiveram plena liberdade para se inscrever como candidatos aos cargos eletivos. Prova disto que o próprio denunciante SAMUEL CÂMARA vem participando de sucessivas eleições, como candidato, tendo sido eleito, inclusive, como 1º vice Presidente da Convenção Geral, biênio de 2005/2007, afora outras funções eletivas que exerceu junto à Mesa Diretora, fatos que jamais poderá negar mesmo porque estão registrados nos anais da Convenção Geral. A reeleição do Pr José Wellington Bezerra da Costa, como Presidente, e a eleição dos demais Membros da Convenção Geral, a par da estrita observância das disposições estatutárias, devem ser tributados ao livre e consciente exercício do direito de voto dos convencionais que compareceram às sessões da Assembléia Geral, a exemplo dos respeitáveis votos atribuídos ao denunciante SAMUEL CÂMARA, restando-lhe apenas a lamúria de sua mal conduzida campanha. Duvidar da lisura, da condução e do resultado das eleições, como o fez deliberadamente o denunciante, equivale a subestimar a própria inteligência dos convencionais que participaram do certame.


3) Quanto às inscrições de convencionais, principalmente daqueles que participaram da última eleição, são infundadas as denúncias propaladas pelo membro SAMUEL CÂMARA, a exemplos dos demais fatos que ele veiculou em programa de televisão. Inicialmente, convém esclarecer que as inscrições foram acompanhadas pelo próprio convencional SAMUEL CÂMARA e seus assessores, tendo resultado na confecção de um relatório subscrito por ele (Samuel Câmara) e pelos membros da Comissão Eleitoral. E é oportuno informar que as impugnações do denunciante foram examinadas e rejeitadas pela Comissão Eleitoral, por ausência de qualquer irregularidade. Não era verdadeira a alegação de falta ou intempestividade de pagamento das taxas de inscrições ou de anuidades envolvendo 1626 inscrições. Todas foram pagas a tempo e modo, cumprindo ressaltar que alguns convencionais, residentes na cidade do Rio de Janeiro, efetuaram os respectivos pagamentos no dia 21 de janeiro de 2009, porque o dia 20 de janeiro de 2009, último dia de prazo, foi FERIADO na cidade do Rio de Janeiro e, de acordo com o artigo 132, § 1º, do Código Civil, “Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil”. E nada melhor do que cumprir a Lei, como sempre foi do feitio dos Membros da Convenção Geral, cuidado que o denunciante demonstrou não possuir. Por outro lado, o denunciante insinua que 1300 convencionais compareceram somente no dia da votação, mas não estariam inscritos no prazo do edital. Mais uma inverdade pronunciada pelo membro SAMUEL CÂMARA. Todos os 1300 convencionais estavam inscritos. Por sua vez, não se pode censurar os convencionais que optaram por comparecer ao local de votação somente no dia da eleição, visto que a participação dos atos correlatos ao pleito é de livre iniciativa de cada convencional. Curioso que o denunciante SAMUEL CÂMARA, deliberadamente, deixou de mencionar os convencionais que ele apresentou às vésperas da eleição, e, portanto, fora do prazo regimental, os quais foram inscritos em cumprimento de decisões judiciais provisórias proferidas em ações que eles ajuizaram contra a CGADB perante a Comarca de SERRA, Estado do Espírito Santo.


DO CADASTRO E DO REGISTRO DE CONVENÇÃO


4) Sob o enfoque deste tópico, também carece de veracidade a denúncia do membro SAMUEL CÂMARA. Nenhum convencional pode ignorar que o cadastramento e o registro de convenções são atos de competência da Mesa Diretora, a teor do artigo 39, III, do Estatuto Social, submisso a homologação da Assembléia Geral. A inscrição da entidade convencional que o denunciante mencionou em programa de televisão preencheu todos os requisitos do Estatuto da CGADB, especialmente quanto ao prazo de seis meses anteriores a data da AGO. Bem por isso que seus membros concretizaram suas inscrições no prazo do edital da última eleição, mediante o pagamento dos respectivos valores, tudo a demonstrar a inveracidade das afirmações do denunciante.


DA ÚLTIMA ELEIÇÃO

5) A eleição levada a efeito durante a AGO em Vitória-ES, como dito acima, foi a primeira mediante processo eletrônico, com urnas eletrônicas cedidas pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Espírito Santo. Todos os atos que a precederam, regulados no Estatuto Social e Regimento Interno da CGADB, foram rigorosamente cumpridos e fiscalizados, inclusive acompanhados pelo denunciante, ora pessoalmente, ora por seus representantes. Como se isso não bastasse, convém salientar que o próprio Tribunal cedente das urnas designou seus técnicos, que, diligentemente, acompanharam todos os procedimentos, culminando com a apuração e proclamação dos resultados. Como prova inequívoca da transparência, da oportunidade e lisura do pleito, mesários, escrutinadores, secretários, presidentes de mesas e fiscais foram indicados e recrutados pelos candidatos a presidente, até mesmo para a lacração das urnas, o que concorreu para o equilíbrio, a igualdade e a verdade dos resultados. Portanto, quando o denunciante se refere a suspeição e manipulação das eleições e seu resultado, em verdade o faz como ato de desespero, sem medir as consequências de suas inverídicas afirmações, sem a preocupação de atingir a honra, a imagem e a dignidade de consagrados servos de Deus, que, com dedicação e desvelo, cuidam de imensos rebanhos do Senhor da Seara.


DAS DELIBERAÇÕES DO PLENÁRIO
6) A respeito das deliberações do Plenário, o denunciante SAMUEL CÂMARA demonstra estar desinformado quanto ao que dispõe o artigo 21 do Regimento Interno, que regulamenta a forma de aferir a votação de matérias submetidas a debate em plenário. Conferindo o Regimento da CGADB, é inegável que a conduta do presidente do conclave se ateve rigorosamente ao que determina o mandamento estatutário e regimental, não sendo verdadeira, portanto, a afirmação do denunciante sobre suposta conduta diversa do presidente da Mesa.



DO RELATÓRIO DA COMISSÃO ESPECIAL


7) As inverídicas afirmações do membro SAMUEL CÂMARA a respeito de gastos, encargos e compromissos financeiros da CGADB, principalmente no que se refere ao período de 2007 a 2008, comportam os seguintes esclarecimentos:

a) Como é do conhecimento de todos os Membros Convencionais, a CGADB tem vários órgãos que exercem atividades em sua estrutura administrativa, tais como: Mesa Diretora, Conselho Fiscal, Conselho de Ética, Comissão Jurídica, dentre outros. Todos os convencionais que integram esses órgãos, exercem suas atividades sem remuneração de qualquer espécie, cabendo à CGADB os custos de deslocamentos, hospedagem e alimentação dos de seus Membros, quando no desempenho de suas atribuições estatutárias. Aliás, o próprio denunciante SAMUEL CÂMARA, enquanto integrante de órgãos da CGADB, também recebeu o mesmo tratamento, sem que desembolsasse, de si próprio, ou da igreja que preside, qualquer valor para cobrir suas despesas no desempenho de atividades estatutárias. Ao contrário do que insinuou o denunciante, todos os valores indicados no relatório da Comissão Especial nomeada são decorrentes de intensas e exaustivas atividades dos Membros que integram os diferentes Órgãos da CGADB, realizadas em diferentes regiões do País, sempre no interesse da entidade, como os convencionais tiveram a oportunidade de verificar e comprovar na última AGO. Não merecem credibilidade, portanto, as gratuitas afirmações do denunciante, mesmo porque desprovidas de qualquer prova em sentido contrário.

b) Quanto às dividas fiscais apontadas (INSS e FGTS), convém ressaltar que é absolutamente inverídica a informação da existência de “apropriação indébita” de valores descontados dos empregados da CGADB. O relatório da Comissão Especial nomeada dá conta de que os valores descontados de salários foram quitados. Logo não procedem as afirmações do denunciante. Quanto ao saldo apontado como objeto de parcelamento junto ao órgão governamental competente, aguarda-se deferimento de requerimento formulado em estrita observância das normas legais.


c) Com relação aos compromissos assumidos, é oportuno esclarecer que as finanças da CGADB são alimentadas pelas anuidades e taxas de inscrições dos Membros Convencionais de sorte que, em razão da ausência de provisão de fundos de vários cheques recebidos de convencionais, a entidade teve momentânea dificuldade para saldar seus compromissos, mas, conforme consta do relatório da Comissão Especial, os títulos de créditos mencionados pelo denunciante foram resgatados. Por não ser de seu interesse, o denunciante omitiu, propositadamente, o parecer final da aludida comissão, que não foi por ele contestado em plenário, onde está expresso que: “Diante dos fatos analisados e dos comentários citados, somos de parecer de que os relatórios financeiros de 2007 e 2008, apresentados pela CGADB, sejam aprovados, com a incorporação deste relatório e documentos, com atendimento as recomendações aqui constantes, em especial com o preparado das demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos. De igual modo, esta comissão considerando os aspectos envolvidos e a documentação apresentada, conclui que, tendo em vista a matéria discutida, não se identifica nenhum elemento evidenciador de improbidade administrativa.” Deve ser destacado que a Comissão Especial em referência foi composta por convencionais dotados de formação técnica adequada, e com a participação de representante do denunciante SAMUEL CÂMARA. O parecer acima parcialmente transcrito foi submetido à discussão e apreciação do plenário, tendo sido APROVADO POR UNANIMIDADE pelos Convencionais, dentre eles o próprio denunciante SAMUEL CÂMARA.


DA DOCUMENTAÇÃO PARA A INSCRIÇÃO


8) No que se refere aos documentos de inscrição dos candidatos, o pronunciamento do membro SAMUEL CÂMARA, igualmente, está permeado de inverdades. De todos os que se candidataram aos mais diversos cargos eletivos da CGADB, foi exigida a documentação regimentalmente determinada, conforme dispõe o artigo 41 e seguintes do Regimento Interno, com prazos de impugnações. Por outro lado, é absolutamente inverídica a afirmação de que o subscritor da presente teria presidido sessão da Comissão Eleitoral, até porque os membros daquele órgão, que atuaram com total independência, jamais permitiriam a ingerência de terceiros em seu funcionamento. É lamentável observar, mas o denunciante, propositadamente, confunde a pessoa física dos candidatos com a pessoa jurídica da CGADB.

9) Finalmente, destaca o subscritor desta nota, em nome da Mesa Diretora e todos os demais órgãos da CGADB, que não é cabível, por impertinente, a ressuscitação de questões exaustivamente debatidas e já decididas, soberanamente, pelos Membros Convencionais, não sendo demais acrescentar que as denúncias do membro SAMUEL CÂMARA configuram comportamentos espiritualmente reprováveis, cabendo ao Senhor da Seara avaliá-las segundo seus santos propósitos e juízos. Bom seria que o precioso espaço do programa de televisão fosse utilizado pelo membro SAMUEL CÂMARA para a propagação do Santo Evangelho, porque é com esse magno propósito que ele foi consagrado ao Ministério da Palavra.


Fraternalmente, em Cristo Jesus, Senhor Nosso
Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2009



JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA
Pastor Presidente

FONTE: Jornal "Mensageiro da Paz", Ano 79 - Nº1490 - Julho de 2009, Orgão Oficial das Assembléias de Deus no Brasil, através dos blogs do pastor Altair Germano e do pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

José Satírio: a saga de um apóstolo

Alguns se fazem apóstolos. Outros são feitos por Deus. José Satírio dos Santos se inclui nesta última categoria.

Há 35 anos deixou o Brasil, sem qualquer promessa de apoio financeiro, viajou por 42 dias com toda a família desde São Paulo até o norte, onde desbravou as selvas amazônicas até chegar ao país para o qual fora claramente chamado por Deus: Colômbia. Uma história que tinha tudo para dar errado, se o pastor José Satírio estivesse movido pela vontade humana.

Instalou-se então em Cúcuta, como Deus lhe mostrara, e pôs mãos à obra. Alugou a casa, construiu os bancos e começou os cultos. Nada que pudesse vislumbrar um futuro promissor. Mas a igreja que naquela época foi plantada hoje fala por si. São aproximadamente 50 mil membros espalhados entre a sede, congregações e igrejas filiadas, escolas de Primeiro e Segundo Graus, trabalho social intenso, emissoras de rádio e uma atuação fecunda do pastor José Satirio, como conferencista, que, hoje, se irradia por toda a América Latina.

Outras cidades da Colômbia foram também alcançadas, como é o caso de Monteria, onde se encontra atualmente o missionário Oséias Pereira. Ministrei ali 15 dias atrás, por uma semana, no Quinto Congresso de Missões para uma igreja com cerca de oito mil membros.

Esse é o verdadeiro apostolado.

Veja abaixo em fotos um pouco da obra em Cúcuta, enquanto se deleita com a própria voz inspirada e ungida do missionário Satírio, que canta um clássico conhecido em todo o Brasil desde a minha adolescência.

Você poder ler um pouco mais sobre a sua obra no livro: Missão em Cúcuta, lançado pela CPAD.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Brasileiros não apoiam a homossexualidade

Embora tenha havido nos últimos anos intenso bombardeio através da mídia secular para minar os valores morais e tornar a sociedade simpática à prática homossexual, atribuindo-lhe característica de normalidade comum à diversidade humana, não é de fato bem isso que vêm logrando aqueles que fazem desta a sua batalha de vida ou morte.

Nem mesmo as novelas, com as suas cenas ousadas de convivência afetiva e em alguns casos até de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, conseguiram esse intento. (Ainda que o façam, diga-se de passagem, mesmo na ficção, de forma criminosa, ao arrepio da constituição brasileira, cuja letra afirma que o casamento se dá entre homem e mulher.)


A verdade é que, segundo pesquisa produzida pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburg, à qual se reportou o jornal O Globo de 8 fevereiro, 99% dos brasileiros, em maior ou menor grau, não assimilaram a idéia de considerar normal o homossexualismo.

É claro que o jornal e os promotores da pesquisa não admitem essa interpretação. Para eles, embora em matizes variados, os dados revelam o preconceito ainda existente contra os homossexuais, que precisa ser combatido através de políticas públicas contra a discriminação para eliminá-lo. Não se podia esperar outra coisa dessa gente. Essa é a pecha que nos querem impor não só como forma de hostilização, mas de nos colocar na defensiva, com temor do rótulo, diante da ditadura do “politicamente correto”, que, hoje, toma conta do mundo dito “civilizado”.

Mas vejamos as informações da pesquisa. Ela empregou a metodologia da abordagem domiciliar para ouvir 2014 pessoas acima de 15 anos distribuídas por 150 municípios, em 25 unidades da federação, nas cinco macrorregiões do país. Foi ampla o suficiente para produzir com fidelidade os resultados anunciados e mostrar que a realidade não é bem aquilo que pretendem os apologistas do homossexualismo, embora seja lida de forma distorcida e vá servir de instrumento para nos hostilizar ainda mais.

O que mais chama a atenção são os números que ligam a não aceitação da prática homossexual aos princípios da fé cristã. Vejam só: 92% dos brasileiros, por exemplo, acreditam que “Deus fez o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram o seu papel e tenham filhos”. Os responsáveis pela pesquisa atribuem autoria anônima à frase (uma forma velada de tirar-lhe o mérito), como se fosse mero refrão da tradição popular. Mas ela revela, em essência, um fato bíblico para o qual torcem o nariz: a perpetuação da espécie como uma das finalidades pelas quais Deus criou macho e fêmea o gênero humano. E, como afirmam, 11 em cada 12 brasileiros acreditam nela.

Outro dado relevante da pesquisa é que 66% creem que a “homossexualidade é um pecado contra Deus”. Ora, não é isso resultado da influência direta daquilo que a igreja, baseada na Bíblia, ensina ao povo? Aliás, essa é a interpretação, mesmo que tortuosa, dada por Gustavo Venturi, doutor em Ciência Política e mestre em Sociologia, em seu ensaio sobre a pesquisa publicado no portal da Fundação Perseu Abramo. Para ele, isso é fruto do “peso legitimador dos discursos religiosos (especialmente cristãos, tratando-se de Brasil, e ainda particularmente católico, em que pese o crescimento recente acentuado das igrejas evangélicas) no reforço de concepções preconceituosas da homossexualidade”.

A única diferença é que Gustavo, preconceituosamente, identifica esse peso da fé cristã como o fator gerador dessas “concepções preconceituosas”, enquanto nós, os cristãos, sem nenhum preconceito, admitimos que essas concepções nada têm de preconceituosas e apenas refletem o padrão moral de comportamento que Deus estabeleceu para o gênero humano.


Em outras palavras, apesar da orquestração que se estende desde o mundo acadêmico, passando pela mídia, até as políticas de governo para impor o modus vivendi homossexual como prática moralmente aceitável, ainda assim a força da fé cristã, enfrentando todos os percalços, prevalece no coração dos brasileiros e nos serve de estímulo para não esmorecermos em nossa luta em defesa do evangelho.

No entanto, a leitura que deixou de ser feita pelo ensaísta é que, se 99% dos brasileiros discordam, de alguma forma, da prática homossexual, onde estaria então o propalado quantitativo do grupo, que se instrumentaliza de ferramentas públicas para impor a ditadura do seu comportamento sobre a sociedade? Sem nenhuma dúvida, por dedução, na faixa do um por cento, que apoia a “causa” do movimento.

Com esse dado claríssimo, percebe-se que o minoritário movimento homossexual está sendo também instrumentalizado pelo viés ideológico das ditas forças progressistas para criar um fato político e impor restrições à liberdade de expressão mediante a ditadura do pensamento único. É o que pretendem com a aprovação do PL 122 que consagra de forma autoritária, contra todos os princípios em que se sustenta o regime democrático, o “delito” de opinião, como já observou o filósofo Olavo de Carvalho.

Aliás, Gustavo Venturi deixa isso claro, quando afirma: “Enquanto o PL 122 (ou lei semelhante), hoje parado no Senado, não for promulgado, e enquanto não ocorrerem eventuais condenações exemplares por crimes de ofensa ou discriminação de pessoas por sua orientação sexual ou identidade de gênero, é pequena a chance que se reverta de forma expressiva ou que se acelere a reversão (provavelmente já em curso) no processo de reprodução de preconceitos de natureza homofóbica”. Ou seja, eles continuam em ação para transformar em lei essa aberração jurídica. E mais dia menos dia conseguirão a façanha, se nos omitirmos como força social organizada em nosso país.

Duas conclusões, entre outras, precisam ser extraídas da pesquisa:

1) Não obstante a nossa atuação como força social organizada estar muito aquém do que ainda pode ser feito (somos, por exemplo, relapsos em nos apresentar nos fóruns adequados para discutir temas desta natureza), não podemos desconsiderar a força da mensagem cristã na formação do pensamento brasileiro. Assim, continuemos a pregar a tempo e fora de tempo todo o conselho de Deus. Sem medo de restrição alguma.

2) Não nos enganemos, achando que as coisas melhorarão em nosso favor. Isso não acontecerá. O cerco será apertado cada vez mais, inclusive com a influência internacional de órgãos da própria ONU. Lembremo-nos que esse foi o propósito da pesquisa: fornecer ferramentas ao governo para assegurar a ditadura da diversidade sexual. Em outras palavras, precisamos estar preparados para os novos tempos e agir para que a nossa voz seja ouvida nos fóruns que ditam as leis do país.

Pelo menos não seremos omissos. Omissão também é pecado.

PS. Este artigo foi originalmente publicado na edição do Mensageiro da Paz do mês de março de 2009.


Domingo, 7 de Junho de 2009

Manifesto da UBE: a árdua coleta de assinaturas


Acabo de chegar ao Brasil e me contristo ao ver quão árdua tem sido a coleta de assinaturas para o manifesto da UBE. Concordo em gênero, número e grau com os colegas Matias Borba e Daladier Lima em comentários no post abaixo. Infelizmente, esse é o quadro do nosso tempo. Poucos querem "comprometer-se".

Tudo leva a crer que o Minc ainda não caiu para não ficar parecendo uma reprovação do governo ao que ele disse a favor da homossexualidade e contra o posicionamento das igrejas cristãs.

Na tentativa de colaborar com a campanha, não postei ainda sobre outro tema para permitir aos que frequentam este blog perceber que assinar este manifesto é, agora, prioridade absoluta, até porque se demorar mais o fato deixará de importar para o propósito de nossa luta. Mas pelo que vejo, estamos em passos de tartaruga.

Pense um pouco no que escreveu Martin Niemöller, em 1933:

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

"No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.

"No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

"No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."

Hoje, dia 7 de junho, no horário em que escrevo estas linhas, temos apenas 569 assinaturas. Muito pouco pelo tempo em que o manifesto se encontra à disposição dos blogueiros cristãos. Mas parabéns aos que assinaram. Fizeram a sua parte. Aos demais, pergunto: será que, no Brasil, chegaremos ao ponto em que chegaram alguns na Alemanha de Hitler, como descrito acima?

Só acordaremos quando ultrapassarmos o ponto do não-retorno?

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

ASSINE O MANIFESTO DA UBE

O colega Daladier Lima sugeriu e a UBE aceitou: disponibilizou um manifesto em diversos blogs contra as infelizes palavras do Ministro Carlos Minc, o qual se solidariza com o movimento gay e condena a igreja por suas atitudes discordantes da homossexualidade.

Visite o blog http://www.comoviveremos.com/, bem como outros que o publicaram, ou mesmo o blog da UBE (clique aqui), leia o manifesto e o assine. Como informou o colega Valmir Milhomem, temos hoje quase 200 assinaturas. Pouco ainda. Falta a sua. Falta muito diante do nosso potencial. Venha somar com a UBE e outras entidades que se aliaram à iniciativa. Contamos com o seu empenho.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

RELEMBRAR É PRECISO: VALDOMIRO SILVA

Lembro-me de muitos fatos da minha adolescência. Das vezes que acompanhei Valdomiro Silva em algumas igrejas do meu Estado, inclusive em minha cidade, Teresópolis, RJ. Lembro-me dos almoços em sua residência, em Duque de Caxias, RJ. Das vezes em que pegávamos o trem para o seu trabalho e de lá para a Rádio Copacabana, no Rio de Janeiro. Lembro-me do Cântico da Liberdade, que encantou o Brasil. Em sua homenagem, reproduzo aqui esta canção.


Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

ADIADA VOTAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO PLC 122/06 HOJE (06/05/09)

Dr. Zenóbio Fonseca e Julio Severo

O Senado Federal tem recebido nas últimas 48 horas diversas manifestações contrárias à aprovação do PLC 122/06. Estava prevista uma sessão extraordinária de votação hoje a partir das 11h na Comissão de Assuntos Sociais. Entretanto, depois da grande mobilização popular, com emails e telefonemas pedindo aos senadores a rejeição do projeto absurdo, a pauta de votação foi “extraordinariamente” modificada e transformada para algo que nada tinha a ver: uma simples audiência pública sobre regulamento da ANVISA que trata de práticas farmacêuticas!

É claro que se o povo não estivesse acordado e cobrando dos senadores, a pauta não seria mudada. Assim sempre agem “democraticamente” aqueles que querem forçar o povo brasileiro a engolir os conceitos “democráticos” da elite socialista.

Além da mobilização popular, outro aspecto importante é que por motivo de divergência do PMDB com o governo houve demissões exclusivamente por motivações políticas. Esse clima tenso está levando o PMDB a dar um troco político no governo, com possibilidades reais de derrotas políticas em questões de interesse do governo, até que as demissões sejam revistas.
Aparentemente, houve um recuo estratégico por parte dos indivíduos que têm interesse de ver aprovada a aberração jurídica PLC 122/06.

Contudo, a mobilização de todos os segmentos da sociedade contra o PLC 122/06 não pode parar. Estamos mostrando nossa força de mobilização aos senadores. Se pararmos nossa mobilização, as raposas irão tomar conta do galinheiro.

E não nos esqueçamos: em 2010 haverá eleições para senadores. Vamos usar o voto para expulsar as raposas do galinheiro.

Pela rejeição do PLC 122/2006! Mande mensagens para o Disk Senado: 0800-612211

Fonte: http://www.juliosevero.com/

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

URGENTE: VOTAÇÃO ESTRAORDINÁRIA DO PLC 122/2006 OCORRERÁ NO DIA 06/05/2009, QUARTA-FEIRA

Avise os senadores de seu Estado para votar contra esse projeto de lei

Ligue gratuitamente para o Senado e peça para os senadores do seu Estado e todos os outros para não votar no PLC 122/2006. Ligue para 0800-612211.

Para mandar emails aos senadores, veja a lista completa dos emails deles aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2009/04/cientista-medica-escreve-aos-senadores.html

O PLC 122/06 foi incluído na votação do dia 06/05/2009, quarta-feira a partir das 11h.
Veja link da pauta:http://legis.senado.gov.br/sil-pdf/Comissoes/Permanentes/CAS/Pautas/20090506EX013.pdf

Link de Inclusão:http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/Detalhes.asp?p_cod_mate=79604

Essa votação pode decidir o término da tramitação do referido PLC 122/06. É necessário pois que o projeto de lei seja REJEITADO integralmente nesta Comissão como resposta da sociedade, representada pelos Estados através dos senadores.
Acreditamos na independência do Senado da República na votação pela REJEIÇÃO desse projeto. O Senado não deve se curvar aos caprichos do presidente Lula, que já manifestou pública e expressamente a sua vontade de aprovar esse absurdo projeto contra a liberdade de expressão, de crença, de consciência e totalmente contrário aos valores da família natural.
Chegou a hora da verdade. Vamos ver quem é quem nesta votação.

A sala de votação do Senado tem que estar cheia das lideranças contrárias à aprovação do PLC 122/06

LEIA OS ARTIGOS SOBRE A CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA:
http://zenobiofonseca.blogspot.com/2008/01/criminalizao-da-homofobia-no-brasil-e.html
http://zenobiofonseca.blogspot.com/2008/04/crime-de-homofobia-aspectos-jurdicos.html

Veja a integra do parecer, pela aprovação ao PLC 122/06, da Senadora Fátima Cleide/ PT, no seguinte link:
http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/57153.pdf

Fonte: Blog Zenóbio Fonseca

Divulgação: http://www.juliosevero.com/

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Convenções Estaduais elegem o novo Conselho da CPAD

Conforme preceitua o estatuto da CGADB, os presidentes das convenções estaduais reuniram-se agora à noite para eleger o novo Conselho Administrativo da CPAD para o próximo quadriênio. Presidiu a Assembléia o pastor José Wellington Bezerra da Costa. Para representar as cinco regiões do Brasil foram eleitos os seguintes pastores:

Sudeste:

José Wellington Costa Junior (SP)
Kemuel Sotero Pinheiro (ES)
Lourival Machado (RJ)

Sul:

Daniel Accioli (PR)
Juvenil Santos Pereira (SC)

Centro-Oeste:

Orcival Xavier (DF)
Elienai Cabral (DF)

Nordeste:

Dermeval Lopes Cerqueiraq (BA)
Osires Teixeira Pessoa (CE)

Norte:

Lucifrancis Barbosa Tavares (AP)
Carlos Alberto (AC)

As plenárias de hoje, da Assembléia Geral, discutiram temas relevantes para as Assembléias de Deus sem o tumulto das sessões do dia anterior. Dois assuntos dominaram a pauta: evangelização e a juricidade do divórcio, novo casamento, união estável e a nulidade do matrimônio.

No primeiro caso, o pastor Raul Cavalcanti, da AD em Imperatriz, MA, um dos grandes expoentes da obra evangelística no Brasil e exterior, apresentou proposta com diferentes estratégias para serem desenvolvidas pelas Assembléias de Deus nos próximos anos, que a Mesa Diretora avocou para si, com o propósito de aprofundá-las e mobilizar a igreja para a evangelização. Pude também aproveitar o momento para apresentar não só os resultados gerais do projeto Minha Esperança, mas sobretudo os resultados no âmbito das Assembléias de Deus, que abriu em todo o país cerca de 141 mil lares para as transmissões dos programas.

No segundo caso, tivemos discussões bastante acaloradas por se tratar de um tema complexo. Ao final, o presidente da CGADB, pastor José Wellington, nomeou uma comissão constituída de juristas e teólogos para analisar o tema e emitir parecer para ser apresentado numa próxima Assembléia.

Amanhã é o dia da eleição. As oito horas da manhã as seções já estarão abertas, com cerca de 90 urnas, e os pastores terão até cinco da tarde para votar. Os dois candidatos à presidência, Samuel Câmara e José Wellington Bezerra da Costa, já falaram aos convencionais hoje à tarde. Amanhã, por volta das sete horas da noite, já teremos a proclamação dos resultados.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Começou a Assembléia Geral da CGADB em Vitória


Já me encontro em Vitória, ES, para a trigésima-nona Assembléia Geral da CGADB, que se iniciou esta noite, com a cerimônia de abertura, e se encerra na próxima sexta-feira, dia 24 de abril, já com os resultados da eleição da nova mesa diretora para o próximo quadriênio. Orem por esse momento singular na história de nossa igreja.

Congratulo-me com a organização do evento. É a melhor de todos os tempos. Foram montados cem estandes para a entrega de credenciais. Filas pequenas, atendimento rápido. Levei exatos 20 segundos, hoje pela manhã, para receber o meu material. Não há dúvida que a inscrição antecipada - 20 de janeiro foi o prazo final - teve enorme parcela para a agilização do atendimento aos convencionais.

Amanhã começam as plenárias. Se Deus quiser,estarei lá. Sugiro que se mantenham ligados na Rádio WEB CPAD (clique no banner ao lado) que está transmitindo ao vivo do local. Amanhã o pastor César Moisés e eu, ao meio-dia, faremos um debate, ao vivo, sobre a cosmovisão cristã e a cosmovisão naturalista.

Outras novidades, volto ao blog. Novos comentários só a partir da próxima semana.

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Ainda sobre o aborto de Alagoinha

Acabei de ler o interessante e bem fundamentado artigo: "Onde estão os gêmeos? A pergunta que incomoda os abortistas, de autoria do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz. Ele mostra o lado oculto, cruel e desumano dos bastidores, que levaram ao aborto daquelas crianças indefesas, e descontroi todos os argumentos empregados para justificá-lo. Para lê-lo, clique aqui ou aqui.

Sábado, 11 de Abril de 2009

Rádio Web CPAD estreia programa de debates


Atenção:

Como já informado no blog do colega Silas Daniel, o programa O Cristão e o Mundo acabou não indo ao ar hoje, como previsto, em razão de problemas técnicos. Sua estreia foi transferida para a próxima quinta-feira, dia 16 de abril, às 13:00 horas. A data já está corrigida no texto abaixo. Contamos com a sua audiência e estamos orando a Deus para que os problemas de hoje não se repitam na próxima quinta-feira. Deus abençoe a todos.


Com estreia prevista para a próxima semana, na Rádio Web CPAD, a partir do dia 16 de abril, estará no ar o programa de debates: "O Cristão e o Mundo", que discutirá os mais diferentes assuntos contemporâneos, sempre através da lente dos princípios cristãos, com o propósito de contribuir para que todos nós, como povo de Deus, saibamos distinguir bem o nosso papel no mundo e possamos bem desempenhá-lo com os instrumentos que já estão à nossa disposição.

O programa será transmitido às terças e quintas-feiras, de 13 às 14 horas, e reprisado aos sábados e domingos, de 9 às 10 horas, e terá quatro debatedores fixos: pastor Geremias do Couto, que atuará como moderador e apresentador, pastor Silas Daniel, pastor César Moisés e pastor Alexandre Coelho.

Para assistir a este e a outros programas na Rádio Web CPAD, clique aqui ou no banner ao lado direito do blog. Aguardo você na próxima terça-feira, dia 14, às 13 horas, para a estreia do nosso programa e esperamos contar sempre com a sua audiência. Até lá.

Domingo, 29 de Março de 2009

O que penso sobre o aborto de Alagoinha


Considerações preliminares

Peço escusas pelo longo texto. Não tive outra saída. À medida que escrevia, percebi que não havia como ater-me a alguns poucos parágrafos, como é apropriado para os blogs. Demorei também alguns dias para terminá-lo e, do ponto de vista da notícia, já se trata de algo envelhecido. Mas o tema continua pertinente. Como cristãos, precisamos encontrar respostas para os problemas contemporâneos.

Acompanhei com viva atenção o debate na blogosfera sobre a tragédia da menina de Alagoinha. Cheguei, inclusive, a manifestar-me a respeito no blog do colega César Moisés. Meu objetivo era postar um comentário em outros blogs, mas preferi publicá-lo aqui mesmo como contribuição para que o assunto continue sendo debatido e chegue, quem sabe, às esferas convencionais.

Exceto nas outras hipóteses, não escrevo com o objetivo de fechar questão no caso específico do aborto para salvar a vida da mãe. O tema é complexo por natureza. Ao mesmo tempo, é possível que as minhas posições, nesta questão objetiva, sejam divergentes das que têm alguns colegas. Tanto eles quanto eu, todavia, conhecemos a relevância dos debates, e, por isso mesmo, me sinto à vontade para fazer o contraponto, haja vista a maturidade e o alto nível com que tratam este e outros temas na blogosfera e em outros fóruns.

Como pai, caso enfrentasse a mesma tragédia, estaria diante de uma decisão extremamente dolorosa, para a qual precisaria contar – e muito – com a ajuda de Deus e de conselheiros cristãos capazes, que me orientassem em busca de uma solução adequada à realidade sem ferir os princípios da fé cristã. Tarefa nada fácil se os valores humanos sobrepujarem os valores divinos.

Não me reportarei ao que aconteceu. Afinal, o Brasil todo já conhece de cor e salteado o episódio que envolveu aquela inocente menina de nove anos, levada ao aborto de gêmeos – gerados por estupro do próprio padrasto – como resultado da decisão dos médicos, que, sob o amparo da constituição brasileira, diagnosticaram o procedimento como a única alternativa viável.

A fala do Arcebispo

Começo por analisar a atitude do Arcebispo. A mídia enxovalhou-o, sem dó nem piedade, por vir a público afirmar que todos os envolvidos no episódio estavam excomungados, como se tivesse dito a maior asneira do mundo e vivesse em tempos medievais. Talvez não precisasse fazê-lo da forma como fez, ou fosse melhor evitar o pronunciamento para não alimentar a hostilidade da imprensa, mas o seu juízo de valor expressou apenas o que diz a lei canônica da Igreja Católica. Ele não extrapolou um milímetro.

Permito-me até acreditar que sua atitude “precipitada” se baseou no que já sabia por trás dos bastidores, mas só veio a público nos dias seguintes. Aquele procedimento estaria sendo instrumentalizado pelos movimentos abortistas com a clara intenção de servir à causa da legalização do aborto no Brasil, como veremos adiante. Eis então o Arcebispo na linha de frente, pondo a boca no trombone.

A mesma mídia hostil, nos dias seguintes, tentou passar a idéia de que o Arcebispo levou um pito da CNBB e do próprio Vaticano, como se cometera um erro contra os cânones católicos. Nada mais inverídico. O que a nota da organização episcopal ressalta é que ele não teve “a intenção de ferir quem já estava ferido, mas de chamar a atenção justamente para um certo permissivismo que faz com que a vida do nascituro não seja considerada”.

A nota acrescenta, por fim, que, à exceção da menina e da mãe, “no caso dos médicos que declararam ter a intenção de praticar regularmente o aborto, vale a punição da igreja”, embora um deles tenha mencionado que sua vinculação ao catolicismo era apenas nominal. Em outras palavras, a Igreja Católica manteve o que dissera o Arcebispo, sem mudar-lhe uma única palavra em seu veredito.

Mas a mídia usou também um artigo publicado no Osservatore Romano, jornal da Santa Sé, pelo presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Monsenhor Rino Fisichela, como prova de que o Vaticano condenara o Arcebispo. Não foi o que percebi ao ler a matéria. É óbvio que o articulista destaca a misericórdia como a virtude a ser priorizada em situações como esta e deixa a entender que a forma como o religioso tratou do assunto pressupôs que a Igreja Católica é insensível aos dramas humanos. Mas concluiu o texto com a seguinte declaração:

- Não era, portanto, necessária tanta urgência em dar publicidade e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim um gesto de misericórdia.

Ou seja, o que a Igreja teria condenado não foi a essência do que afirmara o Arcebispo (perceba que a excomunhão, nestes casos, é “um fato que se atua de forma automática”, independente de se declará-la ou não), mas o que teria sido a falta de uma atitude amorosa para com os que mais estavam sofrendo com o episódio: a menina e a mãe. Condenou a forma, mas não desautorizou o conteúdo.

Em suma, embora de forma incisiva ou aparentemente inoportuna, a depender da ótica de quem analise, o Arcebispo agiu de acordo com os ditames da lei canônica, assim como alguns de nós, ao defender o aborto “terapêutico”, valeram-se das resoluções a respeito aprovadas por suas respectivas instituições denominacionais para embasar os seus argumentos. Porém, antes que os mais apressados me retruquem, uma observação é necessária: não estou fazendo apologia dos cânones romanos, mas procurando ser justo com a descrição dos fatos, ao mesmo tempo em que considero correto, do nosso lado, ouvir o que dizem as nossas instâncias superiores.

No entanto, na Igreja Católica é um dogma, aqui são normas sujeitas à alteração desde que novo juízo se estabeleça, seja preceituado e aprovado para dar forma legal à nova maneira de pensar, buscando-se sempre o fundamento bíblico, embora em casos de elevada complexidade algumas decisões acabem não refletindo de forma cabal a preceituação bíblica.

Fica claro, portanto, que as referidas publicações, ao invés de desautorizar o Arcebispo, como já vimos, serviram mais como instrumento para tentar amenizar o tom das hostilidades à Igreja Católica, numa atitude, a meu ver, ambígua, visto que em questões cardeais, se assim podem ser consideradas, não há meio-termo. Temos de pagar o preço por aquilo que defendemos.

A instrumentalização do aborto de Alagoinha

Passo a considerar, agora, a instrumentalização do episódio de Alagoinha como arma em defesa da legalização do aborto no Brasil. Isso, para mim, ficou nítido desde o início pela forma bombástica com que a imprensa de modo geral trouxe a público o drama da menina. O pacote veio fechado, como fato consumado. Ai de quem levantasse a voz para, ao menos, certificar-se de que poderia haver alternativas. Logo era classificado de desumano, insensível, indiferente à dor alheia e incapaz de aquilatar o sofrimento da família. Com algumas exceções, qual foi o resultado? Aceitamos o jogo da mídia abortista e fomos para a defensiva.

Fiz essas observações no blog do colega César Moisés (para ler, clique aqui), que trouxe ao debate questões cruciais para o balizamento do tema. Percebi em todos os que estiveram envolvidos na decisão tomada – médicos e membros de conselhos tutelares – um açodamento voraz em apresentar o aborto como a única alternativa viável. Isso dissipou as minhas dúvidas quanto às verdadeiras intenções por trás do episódio.

Os dias seguintes comprovaram que a minha expectativa e a de alguns companheiros estava correta. Logo surgiram notícias de que meninas da mesma idade, ou com poucos anos a mais, alhures, vivendo situações semelhantes, deram à luz sem nenhum problema aparente. Na verdade, conforme divulgado pelo blog do Julio Severo, uma menina de nove anos, vítima de abuso sexual por um primo de 29 anos, é a mãe mais nova do Peru (para ler a notícia, clique aqui).

Recentes informações dão conta de que “no Brasil todos os anos há 30 mil gestações de menores de 14 anos e não há nenhum caso registrado de morte por causa da gravidez, quando é oferecido um acompanhamento pré-natal e se permite o parto por meio de cesariana”. No caso da menina de Alagoinha, o que se viu posteriormente foi um cipoal de informações desencontradas, contraditórias e extremamente reveladoras das reais intenções dos movimentos abortistas. Houve cerceamento das liberdades, pressão psicológica e a restrição do direito de os pais tomarem livremente uma decisão diferente. O colega Daladier Lima trouxe em seu blog alguma luz sobre os bastidores (para ler, clique aqui) e o blogueiro Jorge Ferraz publicou um email recebido, que descreve com riqueza de detalhes todos os lances por trás do episódio (para ler, clique aqui).

Não me resta nenhuma incerteza. O caso da menina de Alagoinha foi instrumentalizado para fortalecer a agenda pró-aborto e desencadear outras manifestações já orquestradas e em curso para tentar mudar a opinião do povo brasileiro, que em sua esmagadora maioria é contra a sua aprovação. É tanto que um dos médicos que participou da equipe, em entrevista ao Globo de 15/03/09, declarou que aguarda com ansiedade o dia em que o abortamento se torne legal no Brasil.


Tenho, aqui, outras observações. Não nos iludamos com a mídia. A internacional também. Com raríssimas exceções, sua agenda é anticristã, esquerdista e pautada pelas supostas forças progressistas. Está em marcha um movimento revolucionário global, já denunciado e muito bem descrito pelo filósofo Olavo de Carvalho, que se instrumentaliza, inclusive, de forças ditas evangélicas a serviço dessa agenda. É preciso leitura crítica e cautela para não acabar engolindo versões inverídicas. Isso tem acontecido com frequência.

Temos um exemplo recente. Há poucas semanas a mídia brasileira explorou ao máximo, da forma mais dramática possível, a “notícia” de que uma brasileira havia sido mutilada pelos skinheads, na Suíça. Ela estaria grávida de gêmeos e a agressão provocara o aborto dos fetos. Até o governo, para tirar partido, surfou na onda. Tachou o episódio como um ato xenófobo, com a ameaça do ministro Amorim de levar aquele país ao tribunal de Haia. Faltou pouco para um incidente diplomático. Todos tiveram de enfiar a viola no saco. A verdade logo veio a tona e provou que, diferente do que fora noticiado pela imprensa do Brasil, a brasileira por si mesma se mutilara e jamais esteve grávida.

Antes a notícia fora dada com estardalhaço. Mas na hora em que se mostrou inverídica, o máximo que fizeram, em poucas linhas, sem nenhum destaque, foi tentar justificar a “barriga” com a pressa que a mídia tradicional lida para competir com a internet, que traz a notícia em tempo real. Ou seja, teria faltado melhor apuração dos fatos, algo vital para a prática do bom jornalismo. Mas a não ser em alguns blogs pessoais e de instituições que desenvolvem trabalho crítico, a mídia não teve coragem de revelar o verdadeiro motivo pelo qual exaustivamente explorou a primeira versão da notícia: o fato de ela fornecer munição à agenda esquerdista, que trabalha de forma febril com uma única finalidade: estabelecer a ditadura do pensamento único.

Como diz o provérbio: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Em temas como aborto e homossexualismo, para ficar apenas nesses, a mídia pautada pelo pensamento esquerdista jamais estará ao nosso lado, mas criará sempre situações para forçar a mudança de mentalidade do brasileiro. Até porque muitos de nós preferem não se dar ao trabalho de pensar, deixando que outros pensem em seu lugar e ditem as regras.

A preservação da vida

Neste ponto, debruço sobre o tema da preservação da vida. Todos os cristãos que postamos na blogosfera nos últimos dias sobre o episódio de Alagoinha, inclusive este articulista, concordamos que aborto é assassinato como fruto de nossa crença no início da vida a partir da concepção. Nisso não divergimos.

Embora a constituição brasileira defina o estupro como uma exceção para o aborto, e o consideremos um ato da maior gravidade e extremamente doloroso para quem sofre, com desdobramentos imprevisíveis, entendemos, por outro lado, que o estuprador deve sofrer os rigores da lei, enquanto uma equipe multidisciplinar, incluindo conselheiros especializados, deveria dar suporte à mulher para levar a gravidez a termo e amar a criança não como fruto do estupro, mas como resultado da vida dada pelo próprio Deus. Ou então encaminhá-la para a adoção, como ocorreu com Rebecca Kiessling, que veio à existência em virtude do estupro sofrido pela sua mãe. Em testemunho publicado no Mensageiro da Paz, edição de março, como citado por César Moisés em seu blog, ela não se considera resultado deste ato brutal, mas fruto do próprio doador da vida:

- Uma das melhores coisas que aprendi é que o estuprador não é meu criador, como algumas pessoas queriam que acreditasse. Meu valor e identidade não são determinados por eu ser o “resultado de um estupro”, mas por ser uma filha de Deus.

Até aqui estamos entendidos. Minha dificuldade começa quando se usa o argumento da preservação da vida como justificativa para o aborto com a intenção de salvar a vida da mãe. Entendo que a Bíblia não relativiza nem estabelece qualquer tipo de gradação neste caso. Quando alguém, por exemplo, alega legítima defesa para a prática de um crime, isso, a meu ver, não atenua o ato diante de Deus, mesmo que a lei humana, ao julgar o réu, conte com esta atenuante. À luz da Bíblia, só há um remédio para redimir a culpa: a graça do perdão.

Igualmente em relação ao aborto. Não consigo encontrar, na Bíblia, qualquer tipo de exceção. Mesmo porque, como vimos acima, temos já uma premissa bem fundada: aborto é assassinato, e aí se baseia, também, um dos nossos argumentos contra o uso de células-tronco embrionárias para pesquisas. No entanto, a constituição brasileira também excetua o aborto para salvar a vida da mãe.

Pergunto-me, então: em que circunstância essa brecha legal pode ser evocada? Apenas quando há um diagnóstico irreversível mediante o qual só o aborto é a alternativa para a preservação da vida da mãe, visto que, se essa decisão não for tomada, ambos morrerão. Regra geral, todavia, esse diagnóstico não é imediato. Segundo alguns especialistas, é possível através de um bom acompanhamento pré-natal empregar todos os recursos para evitar que a mãe chegue a esse ponto em que o aborto se torne inevitável.

Por que faço questão de afirmar o ponto acima? Simplesmente porque, sob o amparo dessa brecha, quantos abortos podem estar sendo provocados apenas para fugir da penalização prevista na hipótese em que ele é juridicamente punido? É muito provável que se use esse argumento nos ambientes médicos favoráveis ao aborto como cortina de fumaça, uma forma de preservar a equipe médica de sofrer os danos da lei e, com isso, criar um biombo de proteção pela prática de um aborto desnecessário e, portanto, ilegal.

Para reforçar a tese que defendo, deixem-me propor aqui, à luz da Bíblia, algumas perguntas, óbvias por sinal, seguindo a mesma lógica do juiz quando propõe os quesitos ao corpo de jurados a fim de chegar ao veredito. Usemos o exemplo da menina de Alagoinha:
  1. Estavam os gêmeos sendo entretecidos por Deus ainda no ventre materno, ou apenas eram produto restrito da conjunção carnal resultante do estupro, sem qualquer intervenção divina?
  2. Estavam os elementos do seu organismo descritos no livro de Deus antes que viessem à existência, ou nunca se cogitou a seu respeito na eternidade, sendo o episódio uma surpresa para Deus?
  3. Quando os gêmeos se desenvolviam no ventre materno, Deus já os conhecia e tinha para eles algum plano, ou foram simplesmente gerados sem qualquer significado e propósito?
  4. Teriam sido os gêmeos gestados por uma falha da soberania de Deus e, por isso mesmo, podiam ser descartados, ou faziam parte do plano divino, assim como não cai uma só folha da árvore sem que Deus o permita?

É óbvio que essa minha análise é de caráter essencialmente religioso. O meu intento é mesmo pôr o problema sob a perspectiva da Bíblia. Teria como apresentar argumentos em outros campos, mas não o fiz por não caberem no propósito para o qual escrevo. Assim, as perguntas acima deixam claro que à luz da Bíblia não se justifica o aborto e, salvo melhor juízo, não abrem qualquer tangente bíblica nos casos em que se evoca o princípio legal para salvar a vida da mãe pelo simples descarte do feto.

O que resta então nesses casos? Resta a alternativa da ética hierárquica em que a pessoa tem de optar entre o mal maior e o mal menor. Essa é uma decisão pessoal, humana, sofrida e amarga, sem que se invoquem princípios bíblicos para embasá-la. Mas o que é maior ou menor, quando já o feto se encontra em condições de sobreviver fora do ventre materno?

Por ser tratar de decisão de extrema subjetividade, a hipótese do seu uso só deveria ser aventada mediante diagnóstico claro e irreversível, com a anuência da pessoa mais interessada: a mãe. Lembremo-nos também, como subentendido nas últimas linhas do último parágrafo, que a decisão reversa é possível. Há casos registrados em que os médicos optaram por salvar a vida do feto, quando não mais havia probabilidade alguma de sobrevida da mãe. Isso aconteceu recentemente no Rio de Janeiro com uma mulher grávida, que chegou baleada ao hospital, sem qualquer possibilidade de sobrevivência.

Acho que a discussão, em relação a nós, evangélicos, continua aberta apenas nesta hipótese, pelo seu elevado grau de complexidade. Ainda assim, acredito que, se a alternativa para esse tipo de caso for a ética hierárquica, resta ao cristão convicto, genuíno, que tenha sido forçado pelas circunstâncias a tomar tal decisão, buscar a reparação do perdão diante de Deus através da obra expiatória de Cristo.

Considerações finais

Quanto a agenda propositiva do mundo político e da mídia pautada pela cosmovisão pós-modernista, não esperemos dias melhores. Ainda neste sábado, 28 de março, recebi um email do Julio Severo em que o Dr. Zenóbio Fonseca informa ter sido protocolado novo projeto de lei, na Câmara dos Deputados, de autoria de José Genoíno (PT, diga-se de passagem) sob o n⁰ 4914/2009, propondo a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Uma nova versão da proposta de Marta Suplicy. Em outras palavras, nossos embates serão ainda mais tensos, as hostilidades aumentarão em graus inimagináveis por parte daqueles que defendem a visão de mundo que exclui Deus de todo o processo e exigirão de nós presença organizada nos fóruns de debates, se não quisermos ser atropelados pelo que vem por aí.

Quero concluir com um testemunho que ouvi de Franklin Graham, na noite de encerramento do Festival de Esperança em Montevidéu, Uruguai, em 21 de março. Dizia ele que uma jornalista o acompanhou por alguns dias, com muitas perguntas, para preparar matéria que seria publicada numa grande revista norte-americana. Ao final, Franklin lhe pediu permissão para inverter o processo e fazer-lhe também algumas perguntas. A jornalista, um tanto surpresa, aquiesceu.

O evangelista aproveitou então a oportunidade para apresentar à mulher o plano da salvação. Após réplicas e tréplicas, ela em lágrimas acabou por confessar os seus pecados a Jesus e atender ao chamado divino. Concluída a oração, a jornalista disse que gostaria de confessar uma coisa a Franklin Graham, que logo retrucou: “Você já confessou todos os seus pecados a Jesus. Não precisa confessar nada a mim”. Mas ela insistiu e acabou por revelar que há 20 anos sofria o peso da culpa por causa de um aborto, mas que, agora, se sentia plenamente perdoada pelo Senhor.

É provável que algum leitor ou leitora que veio parar neste blog possa estar nas mesmas condições da jornalista, carregando a culpa por algum pecado, não importa qual seja, ainda não confessado diante do Senhor Jesus. Se este é o seu caso, aproveite este momento para arrepender-se e confessar a Cristo mediante uma oração sincera aquilo que tanto lhe incomoda. E ele, através da sua morte expiatória e ressurreição, lhe perdoará de todos os seus pecados. A seguir, comece a frequentar uma igreja evangélica onde se pregue a Bíblia, na qual sua fé será fortalecida em Cristo.

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Minha Esperança Brasil: números finais apontam milhares de decisões em todo o país


Os dados finais do projeto Minha Esperança, reunindo os relatórios das igrejas enviados ao escritório nacional até o dia 18 de março, apontam para uma histórica colheita de almas em todo o país: 340.704 pessoas fizeram sua decisão por Cristo durante as transmissões dos programas nos dias 6, 7 e 8 de novembro do ano passado através da Rede Bandeirantes e da Rede Boas Novas. Foi o maior projeto evangelístico da história da nação brasileira.

Este número é o resultado dos relatórios de apenas 75.9 % das 53.072 igrejas efetivamente mobilizadas para o projeto, ou seja, apenas 40.264 igrejas deste total enviaram relatórios, representando 355.725 lares Mateus. 12.708 igrejas deixaram de enviar relatórios. Isto quer dizer que podemos projetar um número bem maior de decisões, que não está contabilizado em nosso banco de dados, mas cujos nomes Deus conhece e só a eternidade revelará.


Nos dias 23, 24 e 25 de março a equipe de BGEA, composta de William Conard, vice-presidente dos ministérios internacionais, Greg Matthews, diretor do projeto para a América Latina, Galo Vasquez, Diretor de Ministérios para a América Latina, David Ruiz, Diretor do Festival de Crianças e da distribuição de caixas de esperança na América Latina, Geremias do Couto, coordenador nacional do Minha Esperança e representante nacional de BGEA no Brasil, e Gustavo André, gerente de Tecnologia da Informação, reuniu-se com lideres em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde os números finais foram apresentados e vários deles puderam compartilhar suas experiências com o projeto. Todos concordaram que o Minha Esperança marcou a história da igreja evangélica brasileira.


Durante dois anos todo o país foi mobilizado para aceitar este desafio, que se tornou o maior esforço evangelístico de todos os tempos.


O projeto Minha Esperança alcançou todo o país, de uma só vez, através desta tríplice estratégia: a) transmissão de três programas, em horário nobre, às nove horas da noite, através da Rede Bandeirantes em parceria com a Rede Boas Novas; b) mobilização e envolvimento das igrejas locais e c) milhares de lares mateus treinados, que abriram as suas casas por três dias consecutivos, com o apoio de materiais específicos usados na ocasião, para que os seus amigos, parentes e vizinhos pudessem ouvir a mensagem do evangelho.


Das igrejas e lares que enviaram relatórios, consta o comparecimento de 1.844.491 convidados, ou seja, cerca de nove maracanãs dos tempos em que o estádio comportava 200 mil pessoas, como no último dia da Cruzada de Billy Graham, no Rio de Janeiro, em 1974.


Tudo isso só foi possível, antes de tudo, em razão da bênção de Deus sobre o projeto. Em segundo lugar, como resultado do apoio decisivo da liderança evangélica nacional, que formalizou o convite à Associação Evangelística Billy Graham para realizar o Minha Esperança e mobilizar as igrejas para esse grande desafio.


O projeto Minha Esperança segue, agora, para Porto Rico, República Dominicana e Tailândia. Mas a sua igreja pode continuar usando a mesma estratégia com os DVDs dos programas e continuar obtendo excelentes frutos para o Reino de Deus. Para saber, clique aqui e veja como funciona a estratégia.


Veja a seguir a lista de denominações que, formalmente, aderiram ao projeto:


Assembléia de Deus – CGADB


Assembléia de Deus – CONAMAD


Igreja do Evangelho Quadrangular


Convenção Batista Brasileira


Convenção Batista Nacional


Casa da Bênção


Igreja Presbiteriana do Brasil


Igrejas Independentes (milhares de igrejas sem vínculo institucional com alguma denominação, representadas pelos Conselhos de Pastores).


Igreja O Brasil Para Cristo


Igreja Presbiteriana Independente


Igreja Metodista do Brasil


Igreja Metodista Wesleyana


Assembléia de Deus – Ministério de Anápolis


Assembléia de Deus – Ministério de Perús


Convenção Batista Independente


Igreja de Deus no Brasil


Igreja Luterana


Igreja Congregacional


Comunidade Sara a Nossa Terra


Igreja do Avivamento Bíblico


Igreja do Nazareno


Igreja da Paz


Igreja Renascer em Cristo


Cada denominação receberá nos próximos dias um CD com o relatório geral e o relatório com os seus dados específicos para análise interna. Além disso, a mídia evangélica estará recebendo, também, as informações gerais para divulgação.

Há, também, em nossos relatos dezenas de outras denominações e igrejas independentes, que aderiram informalmente ao projeto, levando também os membros de suas comunidades a participarem das três noites de transmissão dos programas.

Outras dados: secretaria@minhaesperanca.com.br


PS. Autorizada a reprodução.